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O Corrs existe como um grupo
musical desde 1991, porém lançaram seu primeiro álbum apenas em 1995 -
chamado Forgiven not Forgotten. Acima da média comparado aos primeiros álbuns
de outras bandas, já vendeu no mundo inteiro mais de 2 milhões de cópias,
mesmo nunca tendo chegado no Brasil, ele foi o alavancador do sucesso do Corrs
em dezenas de outros países. A música Runaway provavelmente é a
música do Corrs mais popular na Europa até hoje, deste CD destacam-se ainda Heaven
Knows, a própria faixa-título, as dançantes Love to Love You e The
Right Time e as belas instrumentais. Na Austrália este álbum vendeu
bem mais que o segundo e continua vendendo. Uma turnê por lá e pela Ásia
foram decisivas para o sucesso da banda nestes países. Para promover o álbum
no Japão, em 1996 foi lançado um CD promocional chamado Corrs Live, que, assim
como o FnF, pode ser adquirido no Brasil através de importação. FnF é de
fato um excelente CD que não pode faltar na prateleira de quem admira belas
harmonias e músicas marcantes. O elemento tradicional está presente em massa,
fazendo da instrumental Toss the Feathers um convite irrecusável para
sair fazendo alguns passos de dança irlandesa.
Depois de uma grande turnê
promovendo seu álbum debut, a banda se isolou novamente e lançou seu segundo
rebento - Talk on Corners, em setembro de 1997. Ele chegou ao Brasil no ano
seguinte e pode ser encontrado nas melhores lojas do gênero. Flertes com
sintetizadores e batidas eletrônicas podem ser facilmente encontradas neste CD,
que assustou o estigma do segundo CD e deslanchou no mundo inteiro, vendendo
até hoje mais de 7 milhões de cópias. No Brasil apenas duas músicas se
destacaram - Only When I Sleep e Dreams, porém em outros países
mais de 6 hits tocaram nas rádios. Acredita-se que a regravação de Dreams,
uma bela melodia do tradicional grupo Fletwood Mac, que tenha sido o estopim
da explosão Corrs na maioria dos países, inclusive naqueles onde o Corrs ainda
era desconhecido. Mantendo a linha de sucessos como Dreams, surgiu o
remix de What Can I Do, feita pelo talentoso grupo Tin Tin Out. Only
When I Sleep serviu para diferenciar o Corrs das bandinhas pop do
momento,
com seu riff de guitarra avassalador e um clima deliciosamente envolvente. No
Good for Me também foi hit, porém de forma mais tímida, na Espanha foi
onde recebeu maior destaque. É inexplicável como I Never Loved Anyway
pode não ter feito sucesso no Brasil, é uma das músicas mais queridas dos
fãs e também fez grande sucesso nos outros continentes. ToC rendeu ainda o hit
So Young, que veio a fazer sucesso em 1999, sendo que sua versão
remix é a que se encontra no clipe. Das que não viraram hit, a maior
injustiça aconteceu com Queen of Hollywood, uma emocionante canção que
também está no lado esquerdo do peito dos fãs. Outra balada deste CD é Love
Gives Love Takes, que nos força a decorar seu belo refrão. No início de
1999 o Corrs relançou este CD com versões remixes de algumas músicas -
chamado Talk on Corners Special Edition, mesmo se você não for fã das
versões remixes, o CD já vale pela bela versão de Runaway, que
conseguiu a façanha de ficar melhor que a versão original. A versão remix de Dreams
é descartável.
Em outubro de 1999, num
apanhado dos seus dois CDs lançados, o Corrs gravou em Dublin um acústico para
a MTV, acompanhados pela Fiachra Orquestra de Dublin, cantaram 15 músicas,
entre elas a surpreendente cover para uma música do REM - Everybody Hurts,
que ficou perfeita na doce voz de Andrea e teve um final belíssimo. Fizeram
mais três covers, inclusive uma para a bela música de Jimmy McCarthy - No
Frontiers, que foi interpratada em dueto por Caroline e Sharon. Este acústico
também apresentou duas músicas inéditas - At Your Side e a excelente Radio,
que foi logo considerada pelos fãs como a melhor música deste CD. Depois deste
lançamento Radio começou a tocar nas rádios européias e serviu de
aperitivo para o 3º CD, que já estava a caminho.
A morte de Jean Corr, a mãe
dos integrantes, contribuiu para um atraso significativo nas gravações do 3º
de estúdio, que,
segundo a banda, só teve continuidade por ter sido um pedido da mãe antes de
falecer. Desta vez foi dispensada a ajuda de David Foster e outros famosos
compositores, apenas o produtor Robert John 'Mutt' Lange foi chamado, para
colaborar em três músicas, como tentativa de cair de vez no mercado
norte-americano. O álbum se chama In Blue e foi lançado no Brasil dia 20 de
junho de 2000, ainda é cedo para determinar seu coeficiente de aceitação no
nosso mercado, mas espera-se que ele abra as portas de uma vez por todas por
aqui. Vou ficar devendo maiores comentários, pois ele acabou de ser lançado, mas uma
coisa eu tenho que adiantar: Somebody for Someone é uma das músicas
mais lindas que já ouvi, com certeza ela já está entre minhas 5 preferidas. Rebel
Heart já alcançou o posto de minha instrumental preferida, só não
entendo como ela foi feita para um documentário sobre a Revolta da Páscoa, na
Irlanda em 1916, da
rede BBC. Por ironia, as músicas que tiveram o dedo do Mutt Lange são,
digamos, as 'menos boas'. Exceto Breathless, que impregna, no bom
sentido, na cabeça de quem a escuta. Detalhe: o clipe de Breathless
chegou ao Brasil antes do CD. Outra bonita balada é One Night, feita
para um filme. Say também é uma excelente canção, foi feita pela
Sharon enquanto ela assistia o clipe de The Masterplan do Oasis. Give
me a Reason, que carrega o nome do CD, tem uma jig techno de violino curiosa.
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